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Moradores de rua na calçada da rua Coronel Monteiro. Foto: Flavio Pereira
Vereadores se reúnem com secretário de Desenvolvimento Social para discutir política para população em situação de rua e viciados em drogas; comerciantes reclamam da omissão do Poder Público no centro
Lauro LamEspecial para O Vale
Em uma barraca improvisada feita de restos de plásticos, Cristiano Aparecido de Oliveira, 27 anos, dorme em um terreno no Jardim Paulista, ao lado da rodoviária de São José dos Campos. Cozinha por ali mesmo acendendo o fogo com restos de madeira e bebe água em um galão de 20 litros, que antes servia para transportar gasolina. “Meu documento pegou fogo. Aqui é ótimo e está bom deste jeito. Não quero ir para albergue.”
A situação chegou a um ponto tão crítico na cidade que hoje haverá uma reunião durante a sessão de Câmara entre os vereadores e o secretário de Desenvolvimento Social, Luiz Jacometti. No foco, como tratar a questão dos moradores de rua e dos dependentes químicos vivendo em precárias condições tanto no centro quanto nos bairros de São José.
O vereador Luiz Mota (PROS) disse que a prefeitura deveria acompanhar melhor o assunto. “Tem muitas reclamações da presença de mendigos no Centro, Jardim Paulista, Parque Industrial e Jardim Morumbi. Defendo a internação dos dependentes químicos, mesmo que seja na marra e um trabalho social com os mendigos”, afirmou.
O líder do governo na Câmara, Shakespeare Carvalho (PRB), acredita que a reunião de hoje será importante para trazer uma solução ao problema. O vereador Valdir Alvarenga (SDD) também cobra uma ação mais eficaz. “É preciso melhorar o atendimento aos mendigos. Ações mais efetivas são necessárias”, disse.
Já Fernando Petiti (PSDB), que integra a bancada da oposição ao prefeito, diz que o trabalho social está precário na atual gestão. “Não vejo as rondas sociais como havia anteriormente. É um trabalho difícil e consistente, que não pode parar. Falta uma ação mais consistente”, cobrou.
A presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT) disse que o Legislativo vem exercendo seu papel fiscalizador ao acompanhar os trabalhos da prefeitura.

Degradação. Pelas ruas da cidade, a opinião dos joseenses é unânime: aumentou não só a mendicância como o número de moradores de rua.
“Falta empenho da prefeitura. Passo todos os dias na praça da Matriz e sempre está suja e cada vez mais cheia de mendigos. Muitos vem de fora. Tinha que ter mais incentivo para ajudá-los”, disse a auxiliar de serviços gerais, Wanderléa Correa Ramos, 42 anos.
Comerciantes que atuam no Centro também reclamam do problema, que vem se agravando, segundo eles. “Se eu pudesse ajudaria, mas acho que é papel dos governantes. É difícil, pois eles tiram 2 da rua e chegam 4. Tenho um sentimento de pena”, afirmou uma comerciante que não quis se identificar. “Falta fiscalização”, disse o taxista Edvaldo Donizete, 54 anos.


Prefeitura alega quem tem atuado no setor
São José dos Campos 
Em nota oficial, a Prefeitura de São José dos Campos informou que o número de moradores de rua tem diminuído na atual gestão do prefeito Carlinhos Almeida (PT).
A nota da Secretaria de Governo diz que o trabalho de auxílio às pessoas em condições de rua vem sendo intensificado, com resultados positivos.
“O número de abordagens caiu de 468 em janeiro de 2013 para 319 em janeiro de 2014. Destes, 179 eram munícipes e 131 migrantes. Graças a rede de atendimento especializado criada pelos projetos VemSer e o SAMA (Serviço Ambulatorial Especializado no Tratamento à Dependência Química de Mulheres e Adolescentes), hoje, 37 destes moradores aceitaram e estão recebendo atendimento”, informou a pasta por meio da assessoria de imprensa.
Em setembro, a prefeitura admitiu que havia cerca de 450 moradores de rua na cidade, incluindo mendigos, pessoas que vieram de outras cidades e dependentes químicos, principalmente na região central. O aumento da mendicância também foi um dos desgastes do governo anterior ao PT.

Resistência é a principal ‘inimiga’ 

“Aqui ninguém passa fome. Sempre tem alguém ajudando”, disse Donizete Ramos de Almeida, 58 anos, que veio de Minas Gerais e hoje mora na praça da Matriz, onde passa a maior parte do dia pedindo e bebendo cachaça com os colegas. “Sou sofredor e não gosto de albergue porque lá eles nos tira.” Assim como ele, a maioria não quer sair da condição.

Praças concentram população de rua

Seja na da Matriz ou na pracinha atrás da escola Elza Maria Dias Mendonça, no Jardim Paulista, os moradores de rua geralmente se reúnem onde há sombra e bancos disponíveis. Segundo eles, além da grande presença de gente para ‘manguiar’ (pedir esmolas) a praça da Matriz tem um ponto diferencial: água sempre disponível na torneira para beber ou se lavar.

Fonte : OVale
<--- David Sá

<--- David Sá

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